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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Política, uma vergonha

Que vergonha é a capa da revista veja! Comprada. Matéria claramente tendenciosa, o que é comum nessa revista. Na semana passada ela trouxe uma capa até interessante, mostrando Dilma Rousseff em contraponto de falas. Em uma metade da capa,a principal em destaque, deixa claro que Dilma é a favor do aborto. Na outra metade em preto e branco, ela coloca uma frase supostamente dita por Dilma contra o aborto, já rebatida com a Istoé( conhecida por ser uma revista petista ) que trouxe José Serra, no mesmo contexto, contraponto de falas . Com qual intenção uma revista faria isso em pleno processo eleitoral? Fica claro a campanha política na revista. Acho vergonhoso usar-se de um meio que deveria informar com verdade e respeito aos seus leitores, dando outro viés a uma notícia para beneficio próprio, já que nessa semana a revista VEJA trás Aécio Neves na capa, dando a alusão de que ele é um super herói. Não esperava menos da revista que é extremamente tucana!

Outra vergonha foi à folha de SP, querendo dar outro contexto a uma notícia, no caso de quebra de sigilo de alguns membros do PSDB. Em seu titulo ela deixa claramente a entender que tudo ocorreu na pré-candidatura de Dilma, mas não fala a verdade!

Ser jornalista é ter compromisso com a verdade acima de tudo! Representamos um país. Por que não dizer que, que o aconteceu, foi que o Aécio para buscar a presidência usou um jornalista para achar uma brecha do Serra para sair como candidato e logo após, o mesmo repórter participou da pré-candidatura de Dilma. É Fácil! Prejudicaria nesse momento o seu candidato, que já apela simulando um objeto atirado a sua cabeça. Se um papel causa tudo isso, nem quero saber o que pode causar uma pedra não é mesmo? Ir para hospital, fazer tomografia, que vergonha Serra! Que teatro horroroso. Feio também os petistas, que pareciam um bando de animais ferozes. Não se esqueçam vivemos em democrácia.

Fica a indignação contra o jornalismo publicitário feito no Brasil, que leva em conta interesses pessoais e não a verdade, que é o fundamento básico do Jornalismo!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A favela em outro contexto

A palavra “favela” tem uma conotação negativa no universo semântico do cotidiano brasileiro. Dizemos que algo é ‘favelado’,quando desejamos associá-lo à ideia de pobreza, desorganização,feiura, mau gosto ou má educação. Em outros termos, “favelado” é tudo aquilo que rejeitamos pela falta de prosperidade, elegância, ordem, beleza ou de polidez, entre outros aspectos os quais são ressaltadas as ausências.Em síntese, podemos dizer que o uso dessa palavra indica, antes de tudo, um julgamento de valor.

Hoje, o termo comunidade tem sido muito usado, deixando de lado a palavra favela, ainda sim, trás consigo o mesmo valor semântico. Quando se fala que um sujeito é de uma comunidade, pensamos logo que veio da favela.

Apesar de ser geralmente mostrado a partir de um “olhar” externo e, eventualmente, preconceituoso, a favela mostra-se diferente deste olhar.É comum ouvirmos que os moradores da favela são desprovidos de cultura, mas me pergunto: o que é cultura? Segundo José Márcio Barros, antropólogo e Diretor de Arte e Cultura da PUC Minas, “Cultura é tudo aquilo que é resultado da vida social, da aprendizagem, tudo aquilo que você adquire da sociedade é cultura”.

A favela é rica culturalmente. Faço um comparativo entre um bairro “comum” e a favela. Raramente podemos ver movimentos sociais, ações culturais que mobilizem a comunidade em prol dos moradores como enxergamos na favela.

A música, a dança, as artes plásticas, todas as manifestações artísticas encontradas nas vilas e favelas, o que inclui o funk, o pagode, hip hop e o rap, fazem parte da produção cultural local, assim como as manifestações encontradas nos demais lugares fazem parte da cultura. No entanto, cultura não se restringe a arte, mas abrange diversos campos sociais. Caminhar, trabalhar, namorar, casar, estudar, cozinhar, tudo isto é cultura. “Essa forma de reduzir a cultura à arte, e mais do que isso, às belas artes é excludente no sentido que elimina uma série de outras manifestações, formas de pensar o mundo e os sujeitos. Os agentes dessas formas de pensar, agir e estar no mundo são excluídos, numa postura discriminatória”, explica José Márcio Barros.

Pensar cultura da forma como adverte José Márcio Barros, pode nos levar à um comportamento preconceituoso, descaracterizando, assim, a favela, em um caminho que nos leva a concluir que lá só tem pobreza e violência.Pelo contrário, a favela tem muita riqueza cultural. Diferente do que é falado, podemos notar que mesmo com um cenário contrário, os moradores conseguem se colocar como cidadãos e exercer seu papel na sociedade. Com poucos recursos, mas com muita dedicação.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Minha Alma (O Rappa)

A música minha alma foi lançada em 1999 no álbum Lado B Lado A que é o terceiro CD da banda brasileira, O Rappa. A banda é conhecida por suas letras de forte impacto social. Seu ritmo não é exatamente definido nem mesmo pela própria banda. Embora seja de início principalmente reggae e rock. A música minha alma composta por Marcelo Yuka tráz consigo a apologia que o grupo carrega. Basicamente a composição fala sobre a vida e sobre relacionamentos, visão passada pela música é de vivemos em uma rotina, e que devemos nos desprender delas. Que a relação entre as pessoas se torne prazerosa, e que o fato de estar ao lado do seu companheiro se torne único. Também trás no seu sentido, explicitando que pessoas perdem muito tempo de suas vidas vendo certas coisas na TV, que não acrescentam nada em suas vidas. Principalmente aos domingos, quando poderiam estar ao lado de seus familiares, amigos e pessoas queridas, mas não, preferimos viver no que ele chama de “droga de aluguel”. A música deixa claro, e quase que implora que usemos melhor o nosso tempo. Entre outras palavras, o contexto semântico é de que deveríamos viver mais, usar mais nossos momentos, e fazer do mesmo algo único em nossas vidas. Esquecer coisas banais, deixar de reclamar e simplesmente viver, cada dia como seu fosse o último.

Acreditar.

Quase sempre, nossos problemas são infinitamente menores do que imaginávamos. Outras vezes, sequer existem. Renove suas esperanças. O que não der certo hoje poderá dar certo amanhã.
Quando achar que nada vale à pena, quando não acreditar mais no amor, quando pensar que está tudo acabado. Algo aparece é mostra que a vida é bela. Que o amor existe, e que somos amados, mostra que é apenas o começo de uma história.
Existem pessoas que vivem para nos atacar, que querem sempre o nosso mal, que com nossas vidas querem acabar. Lembrem-se tudo pode mudar. Sua atitude pode mudar tudo. Ter amor a si próprio é o primeiro passo, e isso vem da atitude. E simplesmente acreditar, que tudo é possível, quando se acredita, quando se persevera. Acredite na vida, acredite na felicidade. Como diria o saudoso Renato Russo, “... quem acredita sempre alcança...”.