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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Fotografia: Real ou irreal?



Por: Leonardo Guerra
A fotografia a princípio era considerada uma cópia empobrecida da realidade, mas o que é a realidade? Faço-me sempre essa pergunta quando sou abordado por este assunto, entre minhas conclusões vejo que a realidade é indefinida, existe minha realidade, que não será a mesma de fulano ou cicrano. Como a fotografia pode ser considerada uma copia pobre dessa “realidade”? Isso se torna uma discussão com várias opiniões, onde é citada no texto a seguinte frase:

Para outros, como Pierre Levy, mais recentemente, e Dante Alighieri, há 700 anos, a imagem, o virtual, não é irreal, e sim uma outra realidade, a realidade das realizações ideais especulativas, é o espaço da virtude e do futuro, não podada pelo possível, o atual e o existente.


No contexto semântico, podemos ver que a fotografia se torna uma ferramenta importante ao mostrar ou retratar algo, afirmando um momento vivido. Como no pensamento de Levy, a imagem não é irreal, ela se aproxima da realidade de cada um. A importância da fotografia e se ela é ou não real depende de quem esta observando. Uma imagem pode não fazer sentido pra mim, mas ela tem importância pra determinada pessoa, por retratar uma passagem de sua vida.

A discussão sobre a fotografia sendo real ou irreal não faz sentindo, quando partimos do princípio de que a imagem retratada em uma foto não é diferente do que os nossos olhos podem ver. A fotografia tem que ser tratada como uma visão, ou até mesmo uma mensagem feita pelo autor da mesma.

Uma questão que pode ser questionada é a manipulação da fotografia, onde podemos mudar o conceito ou o sentido da mensagem. O advento das novas tecnologias nos trouxe evolução no tratamento de uma imagem, mas pôs em xeque sua veracidade. Hoje podemos claramente modificar uma fotografia, a colocando em outro contexto. Vejamos um exemplo:



Temos duas imagens com realidades diferentes de uma mesma pessoa, a primeira se aproxima do que realmente enxergaríamos se pudéssemos vê-la pessoalmente, como dito anteriormente, onde a imagem se aproxima da nossa realidade. Já na segunda, mostra uma realidade “fabricada”, mostrada a partir de um interesse, seja financeiro ou pessoal.

Contudo faço uma reflexão, onde a imagem não pode ser considerada uma verdade absoluta, pois a mesma é manipulável, mas pode ser analisada, e cabe ao observador tirar suas conclusões, lembrando que a realidade está nos olhos que quem vê.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Política, uma vergonha

Que vergonha é a capa da revista veja! Comprada. Matéria claramente tendenciosa, o que é comum nessa revista. Na semana passada ela trouxe uma capa até interessante, mostrando Dilma Rousseff em contraponto de falas. Em uma metade da capa,a principal em destaque, deixa claro que Dilma é a favor do aborto. Na outra metade em preto e branco, ela coloca uma frase supostamente dita por Dilma contra o aborto, já rebatida com a Istoé( conhecida por ser uma revista petista ) que trouxe José Serra, no mesmo contexto, contraponto de falas . Com qual intenção uma revista faria isso em pleno processo eleitoral? Fica claro a campanha política na revista. Acho vergonhoso usar-se de um meio que deveria informar com verdade e respeito aos seus leitores, dando outro viés a uma notícia para beneficio próprio, já que nessa semana a revista VEJA trás Aécio Neves na capa, dando a alusão de que ele é um super herói. Não esperava menos da revista que é extremamente tucana!

Outra vergonha foi à folha de SP, querendo dar outro contexto a uma notícia, no caso de quebra de sigilo de alguns membros do PSDB. Em seu titulo ela deixa claramente a entender que tudo ocorreu na pré-candidatura de Dilma, mas não fala a verdade!

Ser jornalista é ter compromisso com a verdade acima de tudo! Representamos um país. Por que não dizer que, que o aconteceu, foi que o Aécio para buscar a presidência usou um jornalista para achar uma brecha do Serra para sair como candidato e logo após, o mesmo repórter participou da pré-candidatura de Dilma. É Fácil! Prejudicaria nesse momento o seu candidato, que já apela simulando um objeto atirado a sua cabeça. Se um papel causa tudo isso, nem quero saber o que pode causar uma pedra não é mesmo? Ir para hospital, fazer tomografia, que vergonha Serra! Que teatro horroroso. Feio também os petistas, que pareciam um bando de animais ferozes. Não se esqueçam vivemos em democrácia.

Fica a indignação contra o jornalismo publicitário feito no Brasil, que leva em conta interesses pessoais e não a verdade, que é o fundamento básico do Jornalismo!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A favela em outro contexto

A palavra “favela” tem uma conotação negativa no universo semântico do cotidiano brasileiro. Dizemos que algo é ‘favelado’,quando desejamos associá-lo à ideia de pobreza, desorganização,feiura, mau gosto ou má educação. Em outros termos, “favelado” é tudo aquilo que rejeitamos pela falta de prosperidade, elegância, ordem, beleza ou de polidez, entre outros aspectos os quais são ressaltadas as ausências.Em síntese, podemos dizer que o uso dessa palavra indica, antes de tudo, um julgamento de valor.

Hoje, o termo comunidade tem sido muito usado, deixando de lado a palavra favela, ainda sim, trás consigo o mesmo valor semântico. Quando se fala que um sujeito é de uma comunidade, pensamos logo que veio da favela.

Apesar de ser geralmente mostrado a partir de um “olhar” externo e, eventualmente, preconceituoso, a favela mostra-se diferente deste olhar.É comum ouvirmos que os moradores da favela são desprovidos de cultura, mas me pergunto: o que é cultura? Segundo José Márcio Barros, antropólogo e Diretor de Arte e Cultura da PUC Minas, “Cultura é tudo aquilo que é resultado da vida social, da aprendizagem, tudo aquilo que você adquire da sociedade é cultura”.

A favela é rica culturalmente. Faço um comparativo entre um bairro “comum” e a favela. Raramente podemos ver movimentos sociais, ações culturais que mobilizem a comunidade em prol dos moradores como enxergamos na favela.

A música, a dança, as artes plásticas, todas as manifestações artísticas encontradas nas vilas e favelas, o que inclui o funk, o pagode, hip hop e o rap, fazem parte da produção cultural local, assim como as manifestações encontradas nos demais lugares fazem parte da cultura. No entanto, cultura não se restringe a arte, mas abrange diversos campos sociais. Caminhar, trabalhar, namorar, casar, estudar, cozinhar, tudo isto é cultura. “Essa forma de reduzir a cultura à arte, e mais do que isso, às belas artes é excludente no sentido que elimina uma série de outras manifestações, formas de pensar o mundo e os sujeitos. Os agentes dessas formas de pensar, agir e estar no mundo são excluídos, numa postura discriminatória”, explica José Márcio Barros.

Pensar cultura da forma como adverte José Márcio Barros, pode nos levar à um comportamento preconceituoso, descaracterizando, assim, a favela, em um caminho que nos leva a concluir que lá só tem pobreza e violência.Pelo contrário, a favela tem muita riqueza cultural. Diferente do que é falado, podemos notar que mesmo com um cenário contrário, os moradores conseguem se colocar como cidadãos e exercer seu papel na sociedade. Com poucos recursos, mas com muita dedicação.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Minha Alma (O Rappa)

A música minha alma foi lançada em 1999 no álbum Lado B Lado A que é o terceiro CD da banda brasileira, O Rappa. A banda é conhecida por suas letras de forte impacto social. Seu ritmo não é exatamente definido nem mesmo pela própria banda. Embora seja de início principalmente reggae e rock. A música minha alma composta por Marcelo Yuka tráz consigo a apologia que o grupo carrega. Basicamente a composição fala sobre a vida e sobre relacionamentos, visão passada pela música é de vivemos em uma rotina, e que devemos nos desprender delas. Que a relação entre as pessoas se torne prazerosa, e que o fato de estar ao lado do seu companheiro se torne único. Também trás no seu sentido, explicitando que pessoas perdem muito tempo de suas vidas vendo certas coisas na TV, que não acrescentam nada em suas vidas. Principalmente aos domingos, quando poderiam estar ao lado de seus familiares, amigos e pessoas queridas, mas não, preferimos viver no que ele chama de “droga de aluguel”. A música deixa claro, e quase que implora que usemos melhor o nosso tempo. Entre outras palavras, o contexto semântico é de que deveríamos viver mais, usar mais nossos momentos, e fazer do mesmo algo único em nossas vidas. Esquecer coisas banais, deixar de reclamar e simplesmente viver, cada dia como seu fosse o último.

Acreditar.

Quase sempre, nossos problemas são infinitamente menores do que imaginávamos. Outras vezes, sequer existem. Renove suas esperanças. O que não der certo hoje poderá dar certo amanhã.
Quando achar que nada vale à pena, quando não acreditar mais no amor, quando pensar que está tudo acabado. Algo aparece é mostra que a vida é bela. Que o amor existe, e que somos amados, mostra que é apenas o começo de uma história.
Existem pessoas que vivem para nos atacar, que querem sempre o nosso mal, que com nossas vidas querem acabar. Lembrem-se tudo pode mudar. Sua atitude pode mudar tudo. Ter amor a si próprio é o primeiro passo, e isso vem da atitude. E simplesmente acreditar, que tudo é possível, quando se acredita, quando se persevera. Acredite na vida, acredite na felicidade. Como diria o saudoso Renato Russo, “... quem acredita sempre alcança...”.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

É AGORA JOSÉ????



Escrito por Carlos Drumonnd de Andrade em 1942, o texto demonstra uma visão nauseante do poeta que faz José percorrer os corredores do seu tempo। O objetivo é identificar quais são os espaços proibidos pelos/nos quais o sujeito inscreve sentidos, tendo o cuidado de relacioná-los com as formas do silêncio।
Drumonnd mostra como perdemos tempo com coisas fúteis, e não demonstramos o que realmente sentimos de modo que o tempo passa e nos arrependemos de não termos expressados e ditos o que realmente sentimos, dando espaço ao silencio. Silencio esse que Drumonnd quer quebrar com o com o poema, fazendo gritar o sofrimento de José.
Esse poema também pode ser visto pelo lado político que o autor vivia, pode ser um grito contra uma política opressora e tirânica de Hitler, Mussolini, do governo ditador de Vargas onde não se podia falar abertamente dando margens ao silencio que era o grande “inimigo” de Drummond que defendia a democracia e a liberdade de expressão.

sábado, 25 de abril de 2009

Cheiros da Cidade

Qual é o cheiro da Rodoviária

Quando falo em ir para Belo Horizonte logo me vem à cabeça a Rodoviária, pois a mesma é um ponto importante de chegada à cidade. Milhares de pessoas que saem do interior ou até mesmo de outros estados com destino à capital mineira passam pelo terminal. São pessoas de variados cheiros e completamente distintas umas das outras.
Meu foco será a do cheiro da rodoviária e seu entorno. No começo temos dois extremos, o terminal em si e os arredores. Andando pela a rodoviária pude perceber claramente o cuidado com a higiene do local. É impressionante a limpeza que é feita e de como a mesma é mantida. Olhando para o chão brilhante posso ver nitidamente o meu rosto. Fico pensativo e busco uma resposta, como que um lugar que transita um número enorme de pessoas pode ser tão limpo é com um cheiro bem agradável.
No saguão de espera, sentei e comecei a conversar com um senhor Roberto Melo de Siqueira 58 anos, que gosta de ser chamado de Betinho. Durante o papo o perguntei como seria definido o “cheiro da rodoviária” e o mesmo me soltou a seguinte frase:
- Depende se estiver ao lado daquela moça garanto que o cheiro será ótimo, pois só dela ter passado aqui deixou um bom cheiro no ar.
Uma fala que me chamou muita atenção foi a de Vanessa Arruda 18 anos, da cidade do Serro:
- o cheiro que sinto ao chegar aqui na rodoviária é cheiro de esperança, pois venho atrás de objetivos apostando minhas fichas em Belo Horizonte. Estou vindo para trabalhar como doméstica, mas pretendo algo a mais.
Já do lado de fora, a situação é bem diferente, o cheiro de urina é notório, mas como alguns entrevistados disseram, melhorou muito o odor devido à limpeza que vem sendo feita na Praça Rio Branco.
Conversando com pessoas que circulam pelo entorno pude ver diferentes definições. Lucia Helena, 20 anos foi uma das poucas pessoas que definiu o cheiro como “Fedido”.
- Quando está muito quente e o com sol forte o cheiro da urina sobe e fica insuportável.
A impressão que me fica é de que a mistura de cheiros ao redor da rodoviária é evidente e o cheiro depende muito do local onde se encontra ou transita. Em uma entrevista com Dona Maria 46 anos, que vende pipoca nas proximidades o cheiro da rodoviária é o da pipoca.
- Trabalhando o dia todo com pipoca, não sinto o cheiro de outra coisa a não ser o da Pipoca.
Muitos dos entrevistados informaram que a situação na praça da rodoviária era precária até um tempo atrás, onde o cheiro de fezes e urina é notável. Procurei a Prefeitura de Belo Horizonte, e foram constatadas as informações que obtive. A prefeitura vem fazendo um trabalho de limpeza e higienização do local, deixando-o mais agradável. Conforme Denílson Pereira de Freitas (Gerente de limpeza urbana regional centro-sul) é feita a varrição quatro vezes ao dia, uma pela manhã, duas à tarde e uma a noite, exceto aos domingos (que ocorre uma vez). A praça também é lavada duas vezes ao dia uma pela manhã e outra a noite, com exceção do domingo que ocorre apena uma vez.
Com essas medidas o que percebi e que melhorias vêm sendo feitas, e a busca por um cheiro mais agradável esta acontecendo. Uma coisa é certa o cheiro está ligado à limpeza e higienização. Então estamos no caminho certo para o melhor cheiro de nossa cidade.